7 de mai. de 2010
2 de mai. de 2010
Circo Estaner
CIRCO ESTANER, UM GRANDE PERQUENO CIRCO
Por: FLAVIA BOMFIM
Entre novembro de 2005 e janeiro de 2006, entre Capim Grosso e Senhor do Bomfim, passando pelas cidades de Ponto Novo e Filadélfia, a fotógrafa Flávia Bomfim acompanhou e fotografou o cotidiano do Circo Estaner, no picadeiro e fora dele.
A relação que começa como espectadora, com o tempo vai se transformando em algo mais próximo, e assim a fotógrafa pôde participar do dia a dia dessa família circense registrando momentos que representam a rotina de uma pequena trupe circense, composta majoritariamente por membros de uma mesma família.
A idéia de construir uma narrativa sobre a realidade do circo no interior da Bahia foi provocada pela simplicidade e pela graça desse circo, pelas histórias dos lugares por onde passaram, que marcam o cotidiano de quem faz e mantém viva essa arte milenar. No entanto ao lado da graça, as imagens mostram também a precariedade e a dificuldade dos pequenos circos que ainda vagam e resistem pelo interior da Bahia e do Brasil.
A magia e a realidade do circo será mostrada através de 26 imagens coloridas, ampliadas a partir de negativos. Acompanhando o lançamento da exposição será apresentado um pequeno livro com as fotografias que integram o trabalho. Essa exposição é o fragmento de um projeto em andamento, que objetiva mostrar e discutir de forma mais ampla a situação dos pequenos circos famílias.
A exposição “Circo Estaner, um pequeno grande circo”, é a primeira exposição fotográfica de Flávia Bomfim. Resultado da itinerância com o Circo Estaner por essas cidades do sertão baiano, Flávia nos mostra que além de todo modismo da arte circense nas capitais, ao contrário de toda a visibilidade dos grandes e poucos Circos, e seus espetáculos grandiosos, a genuína e simples arte circense, essa que marcou a vida de muitas gerações mundo afora, persiste, mas sobretudo, reclama atenção e apoio. Assim, o trabalho fotográfico de Flávia Bomfim reúne e sintetiza o papel da arte de fotografar, comunicando e propondo algo diferente, ou seja, resgatar a atenção do olhar para aquilo que é parte da nossa história e que não deve sucumbir.
Contato: (71) 92293976
(71) 3611-6953 (71)3116-81121 de mai. de 2010
29 de abr. de 2010
27 de abr. de 2010
Los buques suicidantes
Resulta que hay pocas cosas más terribles que encontrar en el mar un buque abandonado. Si de día el peligro es menor, de noche el buque no se ve ni hay advertencia possible: el choque se lleva a uno y otro.
Los buques suicidantes - Horácio Quiroga in Cuentos de amor de locura y de muerte
25 de abr. de 2010
23 de abr. de 2010
gente que despetala
quando Juliana virou flor foi assim:
no canteiro, todas as outras queriam ser vermelhas
como ela.
no canteiro, todas as outras queriam ser vermelhas
como ela.
Árvore, s.f.
Gente que despetala
Possessão de insetos
Aquilo que ensina de chão
Diz-se de alguém com resina e falenas
Algumas pessoas em quem o desejo
é capaz de irromper sobre o lábio
como se fosse a raiz de seu canto.
Manoel de Barros in Arranjos para Assobio
21 de abr. de 2010
assim como o peixe
foram as camisas o meu primeiro suporte para o bordado criativo e livre .... antes, muito antes quando ainda tudo isso era Levanah .... leva na onda como dizia um amigo...
hoje; Movimento.... assim como o peixe que escolhe o seu curso e a sua cor pois sabe escolher nadar em mar de flores, mar de cores... e assim sempre ver brotar uma nova vida ... uma nova ida... continuamente em Movimento.
19 de abr. de 2010
17 de abr. de 2010
15 de abr. de 2010
o tigre azul e nossa terra prometida
Nem história negra, nem história cor-de-rosa. Os dois extremos dessa oposição, falsa oposição, nos deixa fora da história: nos deixa fora da realidade. Ambas interpretações da conquista da América revelam uma veneração suspeita do tempo passado, fulgurante cadáver cujos resplendores nos ofuscam e cegam frente ao tempo presente das terras nossas de cada dia. A parte negra dessa visão nos propões a visita ao Museu do Bom Selvagem, onde podemos cair no choro pela aniquilada felicidade de uns homens de cera que nada têm a ver com os seres de carne e osso que povoam nossas terras. Simetricamente, a versão cor-de-rosa dessa história nos convida ao Grande Templo do Ocidente, onde podemos somar nossas vozes ao coro universal, entoando os hinos de celebração da grande obra civilizatória da Europa, uma Europa que derramou-se sobre o mundo para salvá-lo.
Não, não: nem a história negra, nem a história cor-de-rosa. Recuperar a realidade: esse é o desafio. Para mudar a realidade que é, recuperar a realidade que foi, a mentira, escondida, traída realidade da história da América.
Eduardo Galeano in Contra-Senha, pág. 101
14 de abr. de 2010
contínuo movimento
ilustração de Jirí Salamoun, uma senhora tcheca de 75 anos.
meio arte bruta, meio naif, meio ilustração infantil
a coruja que é a cobra que é a coruja, se ferem e se alimentam de si mesma....eterno e contínuo movimento da vida ... morte ... renascimento
12 de abr. de 2010
foi quase assim ...
mistura pra falar da gente
alguns detalhes que valeram a pena na exposição dos figurinos do filme Caramuru, por Cao Guimarães.
muito couro, sianinhas, sacos e veludo...misturas inusitadas que muito revelam desse nosso espírito miscigenado.... o anel de borboleta é o mais prático: em caso de aborrecimento é só soprar que ele te leva pelos ares
passagem ...
uma sugestão de passeio para quem passar por aqui ... passei por lá e vi coisas incríveis.
http://www.offtopicsite.tk/
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