24 de fev. de 2010
22 de fev. de 2010
17 de fev. de 2010
cigana pela causa palestina
Ja disse aqui que aquelas moças de Ponto Novo descobriram o meu segredo e mais uma boneca apareceu. Essa havia sido prometida desde o primeiro dia que começamos o trabalho por lá, e quase no último dia ela me foi dada.
O ar cigano, os detalhes das bijous e essas mãos na cintura exibindo uma autoridade constante são incríveis.
O cabelo feito de malha fez-me lembrar os lenços das mulheres mulçumanas.
O broche é de feltro.

Frantz Fanon - Os condenados da terra, pág 62.
12 de fev. de 2010
ponto cruz em ponto novo








Ponto novo hoje não é nada muito além de uma ladeira com casas de um lado e casas do outro. Aqui adoram cozinhar carne com biribiri.
Esses quadradinhos foram feitos por um grupo de mulheres e moças que se reunem pra aprender a bordar. Esse foi o período do Ponto Cruz. O curioso é que as vezes seguem gráficos, mas parece que a vontade de grafar livremente os desenhos ainda predomina.
Em um lugar, como aqui na região, em que qualquer bordadeira atribue maior valor aos gráficos massificados das baratinhas e pouco criativas revistas, ver essa produção dá um gosto que só.
o baton borrou...ops...



Essa ainda não tem nome, mas ando pensando em algum que tenha haver com essa expressão curiosa que esses borrões conseguiram. Adorei os sapatinhos.
11 de fev. de 2010
2 de fev. de 2010
era uma vez ...

Fui em Valentin (sul da Bahia) procurar uma coisa e acabei encontrando outra.
Da porta de um casabre Senhora Menina me via passar.... cumprimentei-a. Com sorrizo e timidez ela retribuiu o cumprimento e foi ai que num desvio de olhar minha atenção foi capturada pelo que eu podia ver através da janela. Aquelas bonecas de pano penduradas na parede atiçaram em mim a vontade de conhece-la e poder ve-las mais de perto. Fui.
Confesso que aquela boneca azul me provocou bastante, ainda mais pelo motivo do formato de suas pernas serem quase como cauda de sereia e ainda estarem amarradas. Mistério. Uma casinha simples e uma senhora colecionadora de bonecas. O tapete de fuxico triangular ela fez pra filha, mesma técnica da boneca na parede, que me fez lembrar um artesanato indígena dos andes. Aqui nessa casa mágica o tubo de linha vira sol para os peixes nadarem quentinhos nos mares alaranjados onde habitam as sereias azuis. Mais um Encontro. A boneca azul veio me ensinar a nadar.
Da porta de um casabre Senhora Menina me via passar.... cumprimentei-a. Com sorrizo e timidez ela retribuiu o cumprimento e foi ai que num desvio de olhar minha atenção foi capturada pelo que eu podia ver através da janela. Aquelas bonecas de pano penduradas na parede atiçaram em mim a vontade de conhece-la e poder ve-las mais de perto. Fui.
Confesso que aquela boneca azul me provocou bastante, ainda mais pelo motivo do formato de suas pernas serem quase como cauda de sereia e ainda estarem amarradas. Mistério. Uma casinha simples e uma senhora colecionadora de bonecas. O tapete de fuxico triangular ela fez pra filha, mesma técnica da boneca na parede, que me fez lembrar um artesanato indígena dos andes. Aqui nessa casa mágica o tubo de linha vira sol para os peixes nadarem quentinhos nos mares alaranjados onde habitam as sereias azuis. Mais um Encontro. A boneca azul veio me ensinar a nadar.
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