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27 de ago. de 2012

guacamaya - arara



La história de los colores - Sub Comandante Marcos, EZLN - Documentos e Comunicados

5 de jul. de 2011

sankofa


Desde sempre  fui fascinada pelos gradis da minha cidade. Assim como desde sempre pensei que aí estavam como resquícios da colonização portuguesa. A verdade é que isso não é uma inverdade, pelo menos uma meia verdade. Sim, o mando da construção foram deles, mas a arte não.

Esses corações sequênciados que enfeitam a nossa cidade pelos bairros antigos é genuína herança africana....elaboradas pelas mãos dos ferreiros africanos. São muitas as variações do símbolo Sankofa. A imagem original é a de um pássaro que pousa seu  corpo em uma direção e mira em uma outra. Retornar sempre ao passado, aprender com o passado, estar conectado com o lugar de onde viemos e de onde vieram nossos antepassados...essa é a fonte de força para resignificar o presente e seguir ...


... ha algum tempo bordava ...



12 de jun. de 2011

sobre fincar



eu e a palmeira imperial procurando terra boa para nossas raízes

13 de abr. de 2011

ser inhame




saudade do que fui ... saudade da terra ...

24 de mar. de 2011

verde







"... Y así era de por sí. Los dioses despertaron después de que la noche había dicho ' hasta aquí nomás' al día y los hombres y mujeres se estaban dormidos o amándose, que es una forma bonita de cansarse para dormirse luego. Los dioses peleaban, siempre peleaban estos dioses que nacieron el mundo, los más primeros. Y los colores que lo pintaban. Y era cierto el enojo de los dioses porque sólo dos colores se turnaban al mundo: el uno era el negro que mandava la noche, el otro era el blanco que caminaba el día, y el tercero no era color, era el gris que pintaba tardes y madrugadas para que no brincaran tan duro el negro y el blanco.

Y eran estos dioses peleadores pero sabedores. Y en una reunión que se hicieron sacaron el acuerdo de hacer los colores más largos para que fuera alegre el caminar y el amar de los hombres y mujeres murciélago.
                                                                          (...)

Despúes, otro de los dioses buscava un color para pintar la esperanza. Lo encontró después de un buen rato, fue y lo mostró en la asamblea de los dioses y 'verde'  le pusieran a ese color, el cuarto. "


Sobre la história de las colores - Sub Comandante Marcos - EZLN, Documentos y Comunicados, pág 110 y 111

1 de mar. de 2011

tempo




 a esse punhado de trigo destinei ser um delicioso kibe...
esquecido que foi pela minha determinação, acabou por determinar-se sozinho...seu autônomo afloramento conseguiu uma beleza tal qual ao gosto do kibe..... tarefa cumprida.

4 de out. de 2010

pizarnik

Signos


Todo hace el amor con el silencio.

Me habían prometido un silencio como un fuego, una casa de silencio.

De pronto el templo es un circo y la luz un tambor.





14 de ago. de 2010

dito de Tizangara



saudade de um tempo?
tenho saudade é de não haver tempo

Mia Couto

8 de jul. de 2010

trançados para sentar




Na casa dos meus pais toda a vida sentamos nessas cadeiras trançadas, era comum em muitas casas. Apesar de não saber ao certo de quando data esse costume, lembro que na minha infância e juventude muitas casas ainda tinham. O problema era que quando furavam eram poucas as pessoas que concertavam, ou então a lógica de mais prático sempre prevalecia e logo logo eram trocadas por aquelas mesas de tampão de vidro e madeira aglomerada (outra moda)

O caso é que mesmo no ir e vir da moda, não sei ao certo por que razão essas cadeiras ainda permanecem na casa dos meus pais....furadas permanecem ...

Na esquina no bairro, faz bem uns 2 meses, embaixo do sol toda manhã, um senhor trança cadeiras....sempre me pergunto como aprendeu.... de fato exerce um ofício que poderíamos ter pensado que ninguem mais requisitaria....mas ele sempre tem uma cadeira a trançar.

E como chama mesmo esse trançado?



1 de jul. de 2010


O que não pode florir no tempo certo acaba explodindo depois

13 de jun. de 2010

11 de jun. de 2010

tempo de espera ...

# esperanças inventadas:





Capim Grosso - Bahia - Copa 2005


" O que nos falta hoje é maior indignação generalizada em face de tanto desemprego, tanta fome e tanta violência desnecessárias, porque perfeitamente sanáveis com alterações estratégicas na ordem econômica. Falta mais, ainda, competência política para usar o poder na realização de nossas potencialidades."

Darcy Ribeiro - O Povo Brasileiro, pág 187.


15 de abr. de 2010

o tigre azul e nossa terra prometida


 


Nem história negra, nem história cor-de-rosa. Os dois extremos dessa oposição, falsa oposição, nos deixa fora da história: nos deixa fora da realidade. Ambas interpretações da conquista da América revelam uma veneração suspeita do tempo passado, fulgurante cadáver cujos resplendores nos ofuscam e cegam frente ao tempo presente das terras nossas de cada dia. A parte negra dessa visão nos propões a visita ao Museu do Bom Selvagem, onde podemos cair no choro pela aniquilada felicidade de uns homens de cera que nada têm a ver com os seres de carne e osso que povoam nossas terras. Simetricamente, a versão cor-de-rosa dessa história nos convida ao Grande Templo do Ocidente, onde podemos somar nossas vozes ao coro universal, entoando os hinos de celebração da grande obra civilizatória da Europa, uma Europa que derramou-se sobre o mundo para salvá-lo.


Não, não: nem a história negra, nem a história cor-de-rosa. Recuperar a realidade: esse é o desafio. Para mudar a realidade que é, recuperar a realidade que foi, a mentira, escondida, traída realidade da história da América.

Eduardo Galeano in Contra-Senha, pág. 101

17 de fev. de 2010

cigana pela causa palestina





Ja disse aqui que aquelas moças de Ponto Novo descobriram o meu segredo e mais uma boneca apareceu. Essa havia sido prometida desde o primeiro dia que começamos o trabalho por lá, e quase no último dia ela me foi dada.
O ar cigano, os detalhes das bijous e essas mãos na cintura exibindo uma autoridade constante são incríveis.
O cabelo feito de malha fez-me lembrar os lenços das mulheres mulçumanas.
O broche é de feltro.


" Assim, o colonizado descobre que sua vida, sua respiração, os batimentos do seu coração são os mesmos que o do colono. Descobre que a pele de colono não vale mais do que a pele de indígena. Isso significa que essa descoberta introduz um abalo essencial ao mundo. Toda a segurança nova e revolucionária do colonizado decorre daí. Se, efetivamente, minha vida tem o mesmo peso que a do colono, seu olhar não me fulmina mais, não me imobiliza mais, sua voz não me petrifica mais. Não me perturbo mais na sua presença. Praticamente, ele pouco me importa. Não só a sua presença não mais me constrange, mas ja estou lhe preparando tais emboscadas que logo ele não terá outra saída senão a fuga."
Frantz Fanon - Os condenados da terra, pág 62.